Somos a carne de um fruto atordoado.
Somos o dia aparatoso
nas escadas,
depois navios ancorados carregados de bruma.
Bebemos o sangue dos poentes como animais incrédulosde morrer.
Quando tens frio, risco-me como fósforo na tua pele ondu
-lada.
E dá-se o acidente nas gavetas.
As tuas pernas afogam-se em poços de água, eu tenho os bra
-ços engessados numa parede violenta - porém beijamo--nos na boca lenta da madrugada.
O meu nome acordou povoado pelo teu nome.
Vasco Gato